bar b
Bar B só podia estar no centro
Ali entre o Copan, traço de Niemeyer no centro da cidade, e as praças Roosevelt e República, no começo da General Jardim, está o inovador reduto da cena do jazz paulistano: o Bar B. Inovador porque desconstrói a idéia do jazz contemplativo e para virtuoses e coloca em jogo a descontração, o improviso e o estilo musical como diversão para iniciantes ou iniciados na arte do jazz e suas vertentes.
O Bar B ousou duplamente. A contribuição dos artistas que freqüentam o B ajuda a criar o ambiente aconchegante. Os grafites nas paredes e na fachada são do artista plástico Kboco, que foi além dos muros, para galerias do Brasil e do mundo; os painéis, de Loro Verz, artista descoberto no Bar B e cujo trabalho estampa as vitrines da Puma e projetos da MaxHaus; os móbiles de Guga Landi, fazem do lugar mais que um bar, um espaço para a exposição de novos talentos.
A mistura, o híbrido, a multiplicidade, o diverso, o nascimento do novo são características dos centros das grandes metrópoles. São Paulo não é diferente. Por isso que o Bar B está ali: entre o Copan e as praças Roosevelt e República. Ele está no começo da General Jardim.
